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Dois países, um destino

Em ano Santo, o turismo do norte de Portugal quer seduzir peregrinos e mostrar-lhes que do outro lado da fronteira fica uma região com particulares encantos e hotelaria de qualidade por descobrir.

Por Diana Duarte | Lisboa | 05/02/2010

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Para isso instalou uma janela virtual em Santiago de Compostela, espaço aberto ao público, que exibe as potencialidades turísticas desta zona, dando luz verde ao mote “dois países, um destino”.

Se os destinos em rampa de lançamento são as terras mais altas de Portugal, os motivos são claros:

De acordo com os últimos dados do INE ( Instituto Nacional de Estatística de Portugal ) relativos à actividade da hotelaria nacional, o Norte apresentava-se, em Novembro último, como a única região do país a registar resultados positivos pelo sexto mês consecutivo, apresentando uma taxa de crescimento homóloga de 3,3%, enquanto Lisboa registava um crescimento de 2,2%.

Sabe-se também que 30% do turismo espanhol é oriundo da Galiza por isso os números podem crescer ainda mais este ano.

Enquadrando este sector económico no mundo e segundo estimativas da World Travel and Tourism Council , Portugal encontra-se, actualmente, na 27ª posição do ranking de receitas geradas pelo turismo.

E com uma movimentação aproximada de 26,6 mil milhões de euros, uma indústria que representa, a nível nacional, cerca de 6,4% do PIB e 7,6% do emprego total (cerca de 396 mil empregos directos).

Com certeza também por isso o presidente da Junta da Galiza , centrou o discurso deste fim –de-semana na cooperação turística entre Portugal e Galiza.

Que importância pode então dar um galego ao turismo luso?

A resposta está nos espaços que só se encontram deste lado e são tão únicos que em mais nenhum sítio do mundo existem.

O Douro é um desses territórios naturais. E é apenas um exemplo. Daqueles que não podem deixar de ser referidos. É o ex-libris da zona norte. Que atrai tanto pela beleza do seu rio em serpente como pela seiva que dele nasce – o vinho.

Feito a primeira região demarcada do mundo no século XVIII , dos grandes socalcos erguem-e as videiras e entre elas crescem a cada ano que passa Hotéis de Charme que promovem a participação dos hóspedes no processo de produção vinícula..

Feijóo esteve em Lisboa no passado fim-de-semana e da sua viagem ficou o desejo de uma maior aproximação entre portugueses e galegos que deve, segundo o governante, aproveitar o ímpeto do Jacobeo 2010, com os milhares de peregrinos lusos a viajar até Santiago de Compostela.

Começou por reunir-se com o Presidente da República, Cavaco Silva, a quem agradeceu "a determinação em fazer auto-estradas" de ligação dos dois países, na altura em que era primeiro-ministro.

Encontrou-se depois com o primeiro-ministro José Sócrates, junto de quem quis destacar “ as ligações línguistica, cultural e universitária” dos dois países como prioridade para contrariar , em conjunto, estes tempos de crise.

É que não só a Galiza como todo o norte de portugal enfrentam encerramentos de fábricas, desemprego e diminuição dos fundos europeus destinados à cooperação transfronteiriça.

Para o presidente da comunidade autónoma, os dois países devem unir-se através da cooperação económica e empresarial e porque não começar pelo turismo ?

É assim que abre a primeira loja de turismo do Norte de Portugal em Santiago de Compostela.

A próxima etapa de promoção do Norte de Portugal em Espanha prevê a abertura de espaços idênticos noutras regiões espanholas, designadamente em Castela Leão.
 

Comentarios

6 comentarios
6

Traballador

Minhoto, a ver cando se anima a ilustrarnos alguén coma ti, que teña máis de galaico que de luso. Está ben que o fagan os portugueses do sur, aos que vós chamades mouros, pero non estaría de máis que se nos dirixira tamén alguén do norte do Douro.

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Carlos

Muy buen artículo, Diana. Un buen análisis del turismo gallego y portugués y la necesidad que tenemos unos y otros por apoyarnos. Te comento que en eso es en lo que está ya trabajando la Xunta de Galicia y el viaje del presidente de Galicia a tu país fue para profundizar en estas relaciones

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anónimo

Ao do comentario 2, o tal Manolo, xa lle vale, vaia falta de respeto.

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Lois

concordo contigo Diana. Galiza e Portugal teñen que camiñar xuntos. Compartillamos muitas cousas e xa é hora de que se faga escoitar a nosa voz conxunta. Gosto de como escrebes. Xa vexo que eres unha xornalista de cultura. A ver se nos ilustras con reportaxes sobre esa fermosa cultura portuguesa.

2

Manolo

Por un momento quedei abraiado. Non pode ser. Unha lusista fermosa e sen rostro noxento falando de España. Pero non, é portuguesa. Boa sorte

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Minhoto

É uma honra que Portugal também está representado neste meio. Eu já o conhecía porque trabalho em Vigo, mas gosto que o nosso país torna-se uma referência na Galiza. Espero que por muito tempo.

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Diana Duarte

Diana Palma Duarte nasceu em 1978 em Lisboa. Estudou os primeiros 12 anos de vida na Academia de Música de Santa Cecília e a vivência entre as disciplinas musicais, a orquestra e coro da escola deixaram uma marca indelével no gosto pela cultura e artes de uma forma geral. Quando entrou na Universidade Católica optou pela licenciatura de Comunicação social , ingressando no segundo ano, no programa Erasmus em Madrid, Espanha. Lá estudou na Universidade Complutense.E lá estagiou pela primeira vez num canal de televisão por cabo, o canal Viver/Vivir. No ano 2000 trabalhou um ano na Rádio Mega FM , grupo Rádio Renascença mas quando conseguiu estágio na Rádio Televisão Portuguesa ( RTP) – televisão estatal de Portugal - não hesitou em trocar a magia da noites de locutora pela informação no pequeno ecrân. Desde 2001 é jornalista na RTP tendo passado por vários programas dos quais destaca o apresentado por Carlos Pinto Coelho – Acontece. Seguiu-se outro diário cultural, o Magazine , no canal A Dois e em 2006 abraça a editoria de Cultura do Telejornal da RTP1. Até hoje.