Democracia direta galega

“¡Vivan las cadenas!” Em 2012 celebrarão alguns, e com certeza o Estado, o bicentenário da Constituição das Cortes de Cádiz, popularmente conhecida como “La Pepa”, que inaugura a revolução liberticida dos ilustrados liberais espanhóis e cujas consequências funestas perduram até hoje.

Por Joam Evans Pim | A Coruña | 01/02/2012

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A Constituição de 1812 e as suas sucessoras conseguiram o objetivo primário de aniquilar a democracia direta e os sistemas sociais comunitários substituindo-os pola primazia do estado total: apropriando-se dos bens vizinhais, arrecadando impostos cada vez mais gravosos destinados ao fortalecimento de um aparato repressor e expansionista, rachando os vínculos e fórmulas de trabalho comunitárias e fomentando uma dependência social cada vez maior.

Entre celebrações diversas, os grandes partidos espanhóis e mesmo alguns dos mais veteranos políticos galegos terão por bem lembrar-nos do seu grande papel na hora de ter-lhe entregue mais uma vez ao povo a sua “democracia”, o poder de governarem-se a si próprios. Até os já defuntos ministros da democracia orgânica franquista serão duplamente honrados neste ano, em pleno século XXI, por terem emendado as “Leyes Fundamentales del Movimiento” de forma tão eficiente que até podemos chamá-las “Constituição”, mais uma vez, como aquela de 1812.

Junto com os “Padres de la Constitución” restantes, os “sobrinos de la pátria chica gallega” não podem deixar de ser festejados junto com a nossa arrebatadora “charte octroyée” de 1981 que, mesmo cumprindo trinta anos, foi incapaz de concretizar algumas das reclamações essenciais do galeguismo: reconhecimento da personalidade jurídica da paróquia e reintrodução da democracia direta como forma de autogoverno do povo galego. Mesmo no ponto álgido do chamado 15-M não se conseguiu ir para além de um cândido, vago, urbanita e constitucionalíssimo “¡democracia real ya!”, instrumentalizando facilmente o clamoroso descontento social com a classe política.

Embora se queiram apagar as críticas, a Constituição de Cádiz dificilmente pode ser objeto de comemoração. Faz apenas algumas semanas apareceu um interessante documentário protagonizado por Félix Rodrigo Mora (“La otra cara de la Pepa”, disponível em http://vimeo.com/35301680) no que se oferece uma visão alternativa do fito de 1812 e do século que o veio a continuar. Rodrigo Mora explica como a revolução liberal espanhola serviu para substituir a velha instituição do concelho aberto, gerida por democracia direta, por administradores de designação real despachados com o objetivo exclusivo de efetivar os impostos e controlo político estatais, debilitando os laços de interdependência e solidariedade comunitária e privatizando os bens comunais.

Como consequência, temos hoje um sistema político que infantiliza as pessoas impossibilitando-as do exercício do poder democrático, um sistema administrativo e territorial articulado sobre divisões alheias e arbitrárias (o município e a província) e um sistema de propriedade que nega a própria existência dos bens comunitários, como uma e outra vez reclamam as organizações de montes em mão comum e que deveria ser fundamento de um verdadeiro cooperativismo. A democracia não nos foi dada: foi roubada. A alternativa não é utopia: é direito. Para os leitores ávidos: “Concellos abertos na Límia” (Fariña Jamardo, 1982) e “Democracia directa municipal” (Orduña Rebollo, 1994).

Joam Evans Pim




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Comentarios

78 comentarios
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Niso X. Rodríguez

Moi bó artigo


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Vitor

"Confrontar o Estado com o sistema económico é desconhecer a evidência de que o Estado o regula e se sirve dele e de que, sem o Estado, não poderia existir. Por outras palavras: o anticapilatismo estatolátrico ou é inmaduro ou é inconsciente (ou é liberalismo hipócrita)" http://pglingua.org/opiniom/4773-de...

1 resposta
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Por De Guindos: Bem certo: o demais enteléquias ou lideiras de filósofos pagados, ingénuos ou com muito tempo de lazer..


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maría xoia

moito teórico pero,quen fai algo por Galiza!


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Nambuangongo

As constituições dos Estados capitalistas são «a lei e a ordem» com as quais uma minoria domina à maioria, uma nova forma de tirania despótica. As constituições e os Estados são e sempre serão uma porcaria sem o povo e contra o povo(for qual for a língua e ortografia a utilizarem).

27 respostas
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Por ex-lusista: Uma Constituição Lusista não seria nada melhor.

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Por ex-lusista: Nambu, não che tenho visto criticar o capitalismo que organiza os jogos olímpicos do Rio. Sim, esses onde andam a empurrar a pobreza e os pobres para embaixo do tapete, para não estragarem o evento. Ou será que o capitalismo lusista não é mau? Já mandache um currículo para lá? Sei-que para fazeres de tradutor de ... espanhol?

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Por Coromines: ex-lusista, vai antes para aqui a pôr ordem, ho: http://www.galiciaconfidencial.com/... Seica "HACIA" já é galego de seu 100% pata, pata, negra ... Acho a faltar a tua douta opinião lá ...

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Por Coromines: Exlusista, onde andas???? Que não te vejo!!!! : http://www.galiciaconfidencial.com/... :DDD

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Por Koroshiya Itchy: Carnaça para ex-lusista: http://www.youtube.com/watch?v=Vg8p...

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Por ex-lusista: Ui, parece que já não interessa falar do nojento capitalismo, agora que se lhe evidencia a conexão com o lusismo. É melhor botar um farrapo ao ex-lusista, a ver se turra por outro lado ...

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Por ex-lusista: # 5 - Ainda não escutei essa entrevista, mas julgando polo que aparece escrito no youtube: “Ângelo Cristóvão explicou a história do GALEGO como sendo uma VARIEDADE do português (português da Galiza) ... “ não tenho nada a criticar, desde que fala de GALEGO e de VARIEDADE do português. Concordo.

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Por Coromines: Claro, home: para "rajar" de quem diga um "pois é" ou um "parabéns" (palavras perfeitamente válidas na nossa língua) sempre há tempo. Para ir cantar-lhe as quarenta aos que deturpam o galego com cousas com "HACIA" ... pois não. Andaaaaa!

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Por ex-lusista: yeaaah, you damn right, fuck it all, that will show them!!!! Let’s have a pawrty, une partouze portugaise!!!! http://www.youtube.com/watch?v=uSD4...

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Por ex-lusista: Mas o nambuongo não vai participar, que anda muito ocupado com a quadratura lusista do círculo capitalista

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Por ex-lusista: Venho de escutar a entrevista ao senhor Cristovão da AGLP, mercês ao Koroshiya, e, senhores lusistas, MUITO MAU: // 1) Proferiu verdadeiras falácias, entre elas a de que “toda a gente reconhece a nível popular que (o galego) é a mesma língua (que o português)“ (sic). // 2) Diz que o que individualiza a variedade galega é o sotaque e o léxico. Não faz referência à sintaxe, nem à semântica, nem a fraseologia. Isto é uma apresentação duma realidade muito “pessoal“, ou seitária, por ignorar estes aspetos básicos em qualquer idioma.

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Por ex-lusista: Mais falácias: “três milhões de falantes que percebem PERFEITAMENTE o português comum“. Isto é FALSO. // “... mesmo que muitos deles não conseguem escrevê-lo adequadamente“. Ainda mais FALSO: ningum deles o consegue, tirado dous ou três lusistas, que depois o falam com sotaque de Valladolid, tal como os lusistas de Badajoz.

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Por ex-lusista: Também fala de dignificar a variedade galega do galego-português, mas: 1) diz “coisa“, em vez de “cousa“, como ainda se escuta no norte de Portugal, e está reconhecido nos dicionários portugueses. // 2)Pronuncia o final em /-ão/, em vez de /-om/, que é o autêntico galego, como se pode conferir ainda em certos paleofalantes e nalguns trasmontanos ou monhotos idosos. Ainda que faz o final “omista“ em duas ou três ocassiões. Ou seja: não sabe como falar. // 3) Não pronuncia o “n“ velar galego, mas diz “uma“ à portuguesa, não à galega. 4) Diz “veio“ em vez de “veu“, como se diz em galego. Parece-me bem escrever “veio“, mas não é precisso pronunciar “veu“.

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Por ex-lusista: Mais falácias: “três milhões de falantes que percebem PERFEITAMENTE o português comum“. Isto é FALSO. // “... mesmo que muitos deles não conseguem escrevê-lo adequadamente“. Ainda mais FALSO: ningum deles o consegue, tirado dous ou três lusistas, que depois o falam com sotaque de Valladolid, tal como os lusistas de Badajoz.

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Por ex-lusista: Continuem assim, com esse grande paternalismo. Já vou vendo o vosso programa e a vossa arnagem.

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Por Coromines: Que sim, apalominado, que sim: "HACIA mola" e é GALEGO 100% "que te cagas". Para o resto, Mastercard .... Andaaaaaa!!

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Por Nambuangongo: Eu não gosto dos espetáculos desportivos, nem dos Jogos Olímpicos nem do futebol.

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Por ex-lusista: #17 - Coromines, os que dim “hacia“ e outras castelanices fam-no porque nom sabem falar ou escrever melhor. Som ignorantes, ou mesmo preguiceiros. Mas os que recadam, com grande esmero, cerca de 1000 palavras galegas, para as enfiar numha gaveta pechada a sete chaves, porque o seu Códice Lusista di que som apenas dialetalismos, indignos de serem empregados, FAM-NO COM ALEVOSIA. A minha crítica vai para os que criticam os pecados dos outros, para a seguir cometerem impunenmente outros diferentes. Paternalismo infantilista onde os houver.

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Por ex-lusista: Eis umha das grandes argalhadas dos fundamentalistas lusistas: aproveitar o desleixo dos galeñoles para dar o coup de grâce ao galego, pretendendo que só aquilo que coincidir co padrão português é válido. Mesmo se for um castelanismo do português. Por exemplo, negades a semântica galega, ao dizerdes “castelhano“, em vez de “castelám“, legítima forma do português da Galiza. Escrevedes bruma, em vez de brêtema. Mas ja sabemos, vos tendes de entrar na Lusofonia de calças baixadas ...

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Por ex-lusista: #18 - Mas di-lo c’a boca pequena, nom é? Antes bem que celebravas quando ganharom a candidatura aos jogos ...

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Por ex-lusista: Este artigo propom a regaleguizaçóm da administraçóm territorial da Galiza e da democracia direta, o qual é muito bom e necesario. E critica como os poderes negam isto e tratam o povo com paternalismo. Porém, o senhor cai nese paternalismo que critica, ao defender o Lusismo que nega o galego. Iso é o que cumpre denunciar. Mas deveriades ser vós proprios a vos decatar da contradiçóm, e nom a nega-la ou mesmo defende-la.

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Por Coromines: Ex-lusista diz: "os que dim “hacia“ e outras castelanices fam-no porque nom sabem falar ou escrever melhor. Som ignorantes, ou mesmo preguiceiros" .... pobrinhos. Tanto tem que sejam -na teoria- jornalistas ou que exerçam, no mínimo, como tais num meio de comunicação. Isso é como a magnífica "explicación" das ajudas para o galego aos meios que só escrevem em castelhano... "Non saben, hai que entendelos", snif, snif. Logo, a ignorância isolina e deturpadora respeito DA NOSSA LÍNGUA E DA SUA FERRAMENTA PRINCIPAL DE TRABALHO, ao ver de ex-lusista, DESCULPÁVEL. Pois fale, ho: A TI TANTO CHE TEM QUATRO QUE QUARENTA, entanto quem fale pronuncie "-ong, -ong", estaremos indo HACIA o bom caminho .... Andaaaaaa!!!!!!

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Por ex-lusista: Nom busques desculpas para palermas, coromingas, o rejeitar o léxico galego é VILEZA, faça-o quem o fizer. O falar em nome do galego na RTP2 sem mencionar a existência da nossa sintaxe, fraseologia, morfologia e semântica, falando ora /ão/ ora /om/, é tam RUIM como o dizer “hacia“. Agora um crime vai comutar um outro. Vai sachar por aí hom!

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Por Coromines: "rejeitar o léxico galego" (ein ??) é VILEZA CASTIGADA COM A MORTE! ESCREVER OU DIZER "HACIA", "PECADILLO" DESCULPÁVEL ... :D :D :D Andaaaaaaa!!!!!!

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Por Coromines: Toma "un vaso de leite desnatada e vai HACIA a cama", ho! :DDD

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Por ex-lusista: Coromingas, para criticar o uso de “hacia“ e outras castelanices já está o Callón e até do próprio Ferrin (que escreve em melhor galego que a ti, por muita castelhanice ortográfica e morfológica que tiver). Para criticar os que substituem uma palavra galega legítima e de uso cotiá por outra de uso em Portugal ou no Brasil, estou eu (por mais quatro meses). Entendes ho, é-che a minha vocação secreta. Que vas fazer cada vez que eu apontar para as vossas falhas, apontar para os dos outros? É esta a tua linha de defesa?: “eu sou merda, mas os outros também!“

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Por Coromines: "Falhas" ? "Linha de defesa"? Andas 'flipao', ho.


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Manuel Martins

Parabéns pelo artigo.


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comichón

Cada vez me gusta máis o que lle sinto dicir ao Joán Evans este e ao partido da terra. Ánimo e parabéns.

7 respostas
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Por pepetela: Pois é. Eu tamén estou atá a curota da matraca e lerias internas do BNG, como se non houbese máis nada neste país!!

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Por ex-lusista: Ui, já temos o mesmo lusista a trollear com dous nomes de isolino para o louvar o Partido dos Trebelhadores lusistas. Para a próxima vez andará mais espilido para não deixar qualquer rasto de lusismo (“parabéns“ e “pois é“), que não é tudo sobre ortografia ... Deve ser um desses lusistas mais ressaibados, que já esqueceu a norma galenhola ...

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Por ex-lusista: Em qualquer caso, quem lê ou escoita o que dizem os lusistas?: 1. Eles próprios, incluidos os lusistas ainda não iniciados (o lusista também nasce, não vale qualquer um). 2. Um tolo-troll, perdido num outro país a desvairar sozinho. /// E mais ninguém. A ver se organizam uma novena a Santa Ortografia ou um festival de batizados (ou de renascidos) no rio Minho. Ou se quadra andam a aguardar outros cincocentos anos para a chegada do Mesias Lusista, que confirme as profecias dos seus ilustres e notabiliNHos profetas ...

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Por pepetela: Agora me decato que "pois é" é "purtujés" ... manda carallo: voullo dicir correndo á miña nai!

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Por pepetela: Ao mellor tiña que ter escrito eu "claro" e o que escribiu antes ca min "noraboas" ?? Cona, o exlusista este está tarao. Xa recomenda que metamos directamente castelanismos!

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Por ex-lusista: home, non te me poñas farruco, que se cadra tampouco me esquenzin eu de escribir en castrapo. Seica es un deses que son lusistas e non o saben. Vaite mirar ho!

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Por pepetela: Sí home, sí. O que ti digas..


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Andamolho

Bom artigo!!!


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Sr_J

De facto, o que propom o autor do artigo é realizável mesmo com o sistema político atual: (1) Existe uma figura para reconhecer como entidades jurídicas as parróquias, trata-se da Entidade Local Menor ( http://gl.wikipedia.org/wiki/Entida... na Galiza hai 9. (2) Nada impede que os concelhos permitam aos vizinhos tomar decisões em assembléias parroquiais (sejam ELMs ou nom), já temos o caso de Sam Sadurninho ( http://outraesquerda.blogspot.com/2... Concordo portanto em que estas idéias nom tenhem nada de utópicas. É questom de pô-las em prática, fai-se caminho ao andar…

1 resposta
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Por Sr_J: As ligações do comentário anterior estám mal postas, a ver se agora as colo bem: http://outraesquerda.blogspot.com/2... e http://gl.wikipedia.org/wiki/Entida...


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ex-lusista

E se a democracia direta galega decidisse que o galego não é português, ou que não precissa da norma portuguesa para ser veiculado, que faria o senhor e os seus colegas lusistas? Aceitaria a vontade popular e abandonaria o seu irredentismo lusista? Ou continuaria com o seu discurso infantilista e fundamentalista, a proclamar a sua Grande Verdade e a cantar os louvores da Lusofonia?

32 respostas
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Por ex-lusista: O senhor critica “um sistema de propriedade que nega a própria existência dos bens comunitários“. Que tal agora um bocadinho de autocrítica?: um sistema linguístico (o lusista do senhor) que nega a existéncia dos bens comunitários (as estruturas e elementos do galego daquem Minho). Comece por aí, se quer ter qualquer credibilidade.

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Por ex-lusista: Para falar em nome da democracia galega haverá que começar por reconhecer o povo galego. E o povo galego sem a língua própria nem é povo, mas apêndice espanhol. Mas como os senhores lusistas negam a existéncia do galego, porque para eles só existe o português, no processo perdem toda legitimidade para falar em nome do povo. De resto, ninguém tem interesse nas teses do PT ou da AGLP, ou nas do Lusismo em geral. É tudo uma conversa marginal entre gente com nenhum sentido da realidade. Embora saibam muito bem como fazer para apagar toda dissensão escrita nos seus foros, (que só eles lêem) ...

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Por ex-lusista: Em qualquer caso, o Fundamentalismo Lusista não duvida que entre as conclussões a que chegaria a Democracia direta, como as expostas neste artigo (referentes à organização administrativa regional), estariam os seus próprios postulados básicos (UMA Língua, UMA Norma, UMA Ortografia). Os quais são muito questionáveis e debatíveis, mas em temas de fé, já se sabe, não se mexe. Quem questionar a fé é que não compreende, ainda não viu a luz que vira o Sãn Paulo ... E depois temos de aturar o senhor e os seus colegas a falarem de infantilismo. Comece por olhar-se no espelho antes de apontar para as falhas doutrem ...

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Por Koroshiya Itchy: A maioria social já decidiu que não quer o galego. Nem o galego-português nem o galego-castelhano. Então, por que escreves em galego? Tens de ser democrata e escrever em espanhol. Numa democracia, mesmo se for participativa, nem tudo está sujeito a consensos. Há decisões que pertencem à esfera do individual ou do não-regulado. Podes reflexionar sobre isso. Por enquanto, não deixes de visitar o especialista e de tomar a medicação. Quando uma pessoa é apenas capaz de falar dum único tema, algo vai mal. Acho que se chama psicose obsessiva ou alguma cousa do género. Conselho de amigo.

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Por Andamolho: O EX e muito engraçado de tão patético que ele é,não fodas EX afirmas de ninguem ler estes artigos e tu eres o primeiro em ler e opinar!!patético!!!

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Por Nambuangongo: O Ex está como uma choca. Pobre maniaco que onde vê artigos em grafia internacional lá vai com a sua fixação ortográfica. Há gente que sofre trastorno bipolar, mas o deste é tripolar: tem um blogue onde escreve cousas em norma RAG e ele mesmo as contesta suplantando outros dous comentaristas, um em algo parecido à norma AGAL e outro em algo parecido ao Acordo Ortográfico. http://debullandoafala.blogspot.com...

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Por ex-lusista: Eu denuncio a retórica lusófila, porque agocha e insinua um talante de espírito de talibão, algo que ninguém de vós denuncia. O senhor Evans Pim vem denunciando a condescendência dos poderes para com o povo, mas ele, e vós com ele, pratica neste meio a mesma ruindade com a sua retórica lusista, que só tem sentido através desse prisma ideológico que carateriza o espanholismo. Por isso não tedes futuro nenhum, vós lusistas, porque para seguir outros imperialismos e condescendências, para que mudar as presentes? Sei-que o povo não é tão parvo, e decata-se de que entre um notabiliÑo e um notabiliNHo não há tanta diferença ...

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Por ex-lusista: Para já, só um troll como a mim vos lê (o troll lusista esse que vos louva em isolino não conta) e poucos mais. Isso, a qualquer pessoa com juizo, daria para pensar. Mas não a vós, que morades noutra esfera da realidade. A vossa obcecação lusópata faz-vos deturpar esta simples equação: “galego = uma forma mais de português“, nesta: “galego = português“. Erro de paralagem, só explicável se se sofrer de Lusofilite aguda. A gente não é tão parva, e prefere o que tem que a vossa alternativa de serem governados por talibãos.

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Por Rosmón: 1) a diferença entre "a retórica lusista" do Evans Pim e o espanholismo é que a primeira é de escolha livre e o segundo está "constitucionalmente impuesto". 2) a diferença entre "a retórica lusista" do Evans Pim e a tua tolémia é que a primeira é de escolha livre para quem a quiser e que ti no entanto nom deixas de andar fuchicando aqui e acolá por ver se alguém che fai caso (pobre dianho). Ala, saúde.

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Por ex-lusista: E sobre trolls: se eu já superei a Lusofilia, quem pode afirmar que eu não serei quem de superar a trollite? Eis algo substancial: eu vou deixar esta lea em breve, de vez, uma vez que já visitei todas os argumentos e tendencias, mas vos continuaredes com a vossa fixação no lusismo, que só a vós interessa. Eu não me interesso da política, porque sodes todos a mesma banda de mangantes e hipócritas, da esquerda à direita. Cada quem que fale e escreva como lhe sair do nabo, que eu farei igualmente.

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Por Rosmón: Amen! (a ver se é verdade..!)

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Por ex-lusista: #11 - Aí bateu no ponto o Rosmón: é tudo uma questão de retóricas. Acabáramos antes.

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Por ex-lusista: #13 - Para este mês de junho, que terei cumprido os meus quatro anos de troll lusista primeiro e antilusista ao final. Mas antes quero deixar clara a minha mensagem de amor e paz universal

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Por Nambuangongo: Que se passa em junho? Falas como se fosses um doente terminal.

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Por Rosmón: Já a deixaches mais que clara, ho! Mira que quanto antes cales, antes chegará a paz universal aos nossos ouvidos ... (que Yahveh e Manitú o ouçam)

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Por ex-lusista: #16 - Nambu, em junho 2012 cumpro quatro anos de troll, lusista no início, antilusista no final. O ciclo é completo, e não tenciono re-iniciá-lo. Não faz sentido dar eu voltas e mais voltas ao mesmo pequeninho parafuso para achar sentido à imensa realidade inteira. Eis a lição apreendida por mim. Daqui a pouco, eu continuarei a minha vida de galego, e a recriar o galego no isolamento, para o meu próprio entretenimento, servindo-me do modelo padrão português. E vós continuaredes de escravos dele, e mais do castelám, que vos asolaga nos vossos sonhos de cada noite. Não me interesso no vosso carente português, e ainda menos no galenhol. Não me interesso nas vossas leias políticas, porque eu estou longe, e tenho outras mais perto. E ainda menos me interesso no vosso discurso simplório e maniqueista. Nem no vosso onanismo coleitivo. Nem na vossa obcecação e neurose.

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Por ex-lusista: Venho de receber a carta do NHS, que me remete para um psiquiatra. A verdade é que não tivem de inventar ou exagerar nada, o outro dia, quando me atendeu o GP. Ainda assim, teremos de aturar uma waiting list de um mesinho ou dous. O lusismo como terapia para o autismo ou o aspergers’ não funciona, mas em qualquer caso agradezo imenso a atenção recebida, neste e noutros foros.

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Por Nambuangongo: Não sabia que o «lusismo» se mede por ciclos de 4 anos como as legislaturas políticas, hahaha. Logo em junho «toca cambiar de chaqueta»?

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Por Nambuangongo: Caro Ex, tu querias dizer qualquer cousa do artigo, da constituição de 1812, da democracia direta, da paróquia, etc ... ou simplesmente comentas para vomitar as tuas paranoias?

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Por ex-lusista: #21 Quatro anos de troll lusista-ex-lusista parece-che pouco? Ou queres que continue arrastando-me pola interné per seculas seculorum? O meu objectivo agora e esquecer tudo o que aprendim sobre a questione della lingua, e jogar, jogar com o idioma até criar o meu próprio idioleto, um galego septentrional, celtigo, que não serva para nada, que ninguém entenda, (tirado pola música ou polos acenos que eu fizer). E quero ser o mais ignorante de todos, para poder falá-lo à vontade. E quando rirem de mim, sorrir coitado, sem entender nada ...

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Por ex-lusista: E quero esquecer o castelám e não entendê-lo, quero falá-lo pior que os labregos que me apreenderam o galego, e quero que os espanhois olhem para mim e vejam um estrangeiro, e eu falar-lhes na minha melíflua língua e eles não me entenderem, e eu ficar olhando para eles, sabendo-me outro. O meu será o galego que se falava na Galécia, o que chegou aos Açores, ao Brasil, desatrouxoado e armonioso como uma cantiga celtiga. E vou jogar o ordenador pro lixo, e começar a escrever em papel, mas com a mão esquerda, para escrever outra vez como um neno, e vou ir sachar pr’um allotment e pôr as tabelas em galego, e falar em galego aos paxaros e às bestas. E comer pão centeio, queixo e conchos, e beber auga, café, cerveja e vinho tinto. E cantar capoeira em galego, e visitar os galegos das ilhas do sul, no mar dos Sargassos, que nom entendo o que dim, mas eles a mim entendem.

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Por ex-lusista: #23 no comprende nada, mi no habla espagnolo http://www.youtube.com/watch?v=8ETv...

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Por ex-lusista: #22 - #22 Nambu, na crítica política do PdT concordo ao 100%; a minha crítica aqui vai para a atitude hipócrita daqueles que, como o senhor Evans Pim, criticam o paternalismo com que se trata aos galegos, e ao mesmo tempo o praticam eles próprios, através da prédica lusista. Tedes uns sumos sacerdotes e uma ortodoxia inquestionável, que despachades com grande paternalismo, dos vossos foros. Estades pola restauração da ordem territorial própria ao país, mas no vosso afã lusista desprezades e rejeitades o idioma galego próprio, a começar polo nome dele. É uma atitude só explicável quando metemos a variável da religião, aliás, do fundamentalismo.

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Por Arousán: Cal idioma jalejo?? Eu sonche da Puebla e non che falo como os jalopins que corredes por aquí, ho! Ide aquelar as vosas jaldropadas por aí e non rompades a cabesa con tanta leria!! Como dicía miña abuela "matín un can e chamaronme matacans!"

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Por ex-lusista: #28 - "Qual idioma galego? Eu sou-che da Póvoa e não che falo como os galopins que corredes por aqui. Ide aquelar as vossas galdropadas por aí e não rompades a cabeça com tanta léria!! Como dizia minha avoa “matim um cão e chamaram-me matacães!“" // O Arousán tem um conceito excessivo de si próprio. Deita uma parola em muito bom GALEGO (ou português da Galiza), apenas com três ou quatro castelanismos e mais a ortografia galenhola, para, como bom lusista, vender-nos a idéia de que o galego não existe. Sei-que também é desses iluminados que negam a existência da norma brasileira do português.

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Por Arousán: O Exlusista lusófilo este ten un conseto exsesivo de el mesmo. Bota unha parolada en PURTUJÉS (ou JALEJO de Mozambique), con sólo tres ou catro jalejadas e maila ortojrafía purtujesa, para, como bon lusófilo, vendernos a moto de que o arousán non existe. Seica tamén é deses iluminados que negan a existensia da norma asturiana do jalejo.

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Por Arousán: Por serto: ¿de que "Póvoa" fala? ¿Da do Varzim?? No meu pueblo tododiós sabe que o noso pueblo se chama La Puebla. "La Puebla del Caramiñal" DE TODA A VIDA: LUSÓFILOS JALEJEIROS FORA DA PUEBLA !!!

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Por ultra-reintegracionista : Claro, pero si el castellano viene del gallego, como hasta dicen los lusistas. Para qué el culto al diferencialismo gallego o portugués?! El español es la continuación de los hablares gallegos y leoneses del norte. De hecho, los gallegos lo hablan todos perfectamente! Y ahí están Fraga, Cela, Franco, Rajoy, Feijoo ... el gallego está integrado en el español, pero tampoco está mal hablar el portugués, como en Badajoz, pero que no nos lo impongan eh!

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Por Arousán: Pois a verdá é que eu me intejro e me identifico mais co español que co purtujés. E tamén coa seleción de fúbol española que coa purtujuesa. Por eso non quero ter nada que ver cos lusofílicos jalejeiros estes como o exlusista lusofílico ese. Cada comarca, a sua linjua!! Arriba o arousán!!! Abaixo ese jalejo portujesoide do exlusista e amijiños!!!


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Miro Moman

Breve mas indispensável artigo. Do melhor que levo lido na imprensa nos últimos tempos. Parabéns!


Joam Evans

Joám Evans Pim é membro do Partido da Terra de Vila Cova e da Academia Galega da Língua Portuguesa.