Artigos de Ramón Varela

Fidelidade ao pacto constitucional

No mês 08/2020 o chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, reafirmou-se como um integrista do pacto constitucional, incluída nele a monarquia, para a que demanda fidelidade. «Somos leais à Constituição; a toda, de princípio a fim. E defenderemo-la à duras e às maduras». Mas que é e que implicações tem este pacto constitucional?

Adaptação à realidade

Uma notícia publicada faz uns dias nos jornais dizia: «O Governo avança cara a neutralidade religiosa do Estado», mas em realidade o único que fez o Governo social-podemita, que não é pouco, é manifestar a sua vontade de adaptar-se à realidade social, que sofreu um câmbio profundo no seu pensamento e atitude religiosa no século XX, e muito especialmente a partir do seu último terço.

Autopromoção da monarquia

Um pergunta-se que tem que passar num país para que se ponha couto aos desmandos duma monarquia corrupta desde o mesmo início do reinado do rei emérito e com uns índices de popularidade baixíssimos? Por que os partidos políticos do 155 querem ter atenazada à cidadania negando-lhe o direito a pronunciar-se sobre a chefia do Estado para que decidam se querem ou não estar regidos por uma família à que a Espanha atual lhe deve a sua decadência histórica e que já foi despedida por duas vezes polo povo espanhol?

As moças provocativas vão ao inferno

O bispo de Alcalá de Henares quer quadrar o círculo no tema da sexualidade e pede-lhe às moças que «se vistam à moda, mas não provocativas» para «salvar-se do inferno». Com este conselho manifesta uma vez mais a misossexualidade, o desprezo do sexo, dos clérigos cristãos, sempre onipresente ao longo da história. Ele quer que as moças vistam à moda, mas a moda é criada polas moças ou polas grandes modistas e modistos com os seus desenhos de temporada? Acaso João Antonio Reig Pla viu as moças desenhando e cosendo os seus modelitos ou reduzem-se a comprar os modelitos que lhe vêm impostos por outros?

Subordinados aos subordinados

O governo de Espanha que formou Pedro Sánchez depois das últimas eleições tem mais ministros que nenhum da democracia, se excetuamos os de Adolfo Suárez que chegaram a ter 24 ministérios polos 23 de Pedro Sánchez. E quais são as razões que justificam um governo tão numeroso no país mais «descentralizado do mundo» se damos crédito aos seus paladins, enquanto que Adolfo Suárez governava o país mais centralizado do mundo?

Sánchez ressuscitou a Javier de Burgos

Corria o ano 1833 quando, a imitação da divisão departamental francesa, por decreto de 30/11/1833 o ministro no governo de Cea Bermudez, o afrancesado granadino Javier de Burgos cria a divisão territorial de Espanha em 49 províncias. O reino da Galiza desapareceria como tal para converter-se nas províncias de A Corunha, Lugo, Ourense e Pontevedra. Os Reinos perdem qualquer poder real e o poder real passa a subdelegados provinciais do ministério de Fomento a quem lhe exporão as necessidades da província para que desde Madrid decidam e executem o que cumpre fazer. A reação contra esta divisão territorial não se fez esperar e em 1846 surge na Galiza o provincialismo, para defender a entidade da Galiza como entidade de seu.

Bem-aventurados os pobres

O evangelho de Lucas 6, 20: recolhe como primeira bem-aventuranças de Jesus: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus”, mas a versão de Mateus 5, 3, é ligeiramente distinta: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”.

Os derrotados da crise

Quem ia pensar que a humanidade inteira ia estar num brete por um minúsculo organismo de entre 50 e 70 milimícrones, sendo um milimícron a milésima parte dum mícron, e este a milésima parte dum milímetro, o qual indica que o milimícron é a milionésima parte dum milímetro...