Artigos de Ramón Varela

Proteger os catalães dos catalães

Quando não se quer fazer-lhe frente aos problemas se lhe dão uma série de voltas e reviravoltas para ver como se apresentam ante os cidadãos medidas que, no fundo se reduzem a repressão pura e dura.

De estatuto catalão a estatuto do PP

O 30/09/2005, o Parlament aprova o novo Estatut com os votos favoráveis de ERC, PSC, CiU e ICV-EUiA e com o não do PP. Em outubro de 2005, o PP de Mariano Rajoy inicia uma cruzada por toda Espanha, na que gastou meio milhão de euros, solicitando assinaturas em contra da reforma do Estatuto de Catalunya, por considerar que é «gravemente prejudicial» para os catalães e para o conjunto dos espanhóis. Ou seja, que uma reforma do Estatut aprovada no Parlament por todos os partidos catalães, salvo o PP, é acunhado de gravemente prejudicial para os catalães por um partido muito minoritário nesta Comunidade, e, ademais, gasta nesta campanha uma quantidade mui notória para combatê-lo, e isto fá-lo um partido que se financiou irregularmente durante décadas, segundo se está a saber agora, o qual pareceria implicar que esse dinheiro para ir em contra dos catalães saiu, em última instância, do peto de todos os espanhóis, como lhe disse no seu momento José Blanco, e por tanto também dos próprios catalães.

Plurinacionalidade do Estado espanhol

Na moção de censura defendida por Unidos Podemos um dos eixos fundamentais foi a plurinacionalidade do Estado espanhol, defendida valentemente por Iglesias. Dizemos valentemente porque sabe que isso o enfrenta ao trio espanholista C’s, PP e PSOE, por esta ordem, que baseiam a sua política na defesa da sagrada unidade da nação espanhola, única e indivisível que aproveitam para esporear em torno a esta ideia aos seus votantes afogueados já em torno a ela durante os quarenta anos do período franquista.

Metamorfose empresarial

Algumas pessoas têm-me repetido que a empresa privada é mais eficiente que a empresa pública e que, por conseguinte, está justificado que os governos privatizem estas últimas em aras da eficiência econômica. Este argumento não difere do de alguns políticos que sentenciam que o Estado é mal empresário. A eficiência econômica é uma variável importante, mas outras, também muito significativas, são o respeito dos direitos e do bem-estar dos trabalhadores e a estabilidade no posto de trabalho. Com objeto de focar melhor a resposta, lembremos alguns dados históricos.

"O medo como instrumento do poder

Os que no decurso da história ostentaram o mando econômico e político sobre a população sempre utilizaram o medo como instrumento para adquirir e/ou consolidar o seu sistema de dominação. Este sistema estendia-se a todas as esferas da existência humana, incluída a religiosa.

A Igreja defensora da cultura na Idade Média?

É uma afirmação recorrente em vários reputados teólogos da nossa terra que a Igreja foi a defensora da cultura na Idade Média, que se Justifica dizendo que a única cultura que havia era a que se fazia nos conventos.

Ética da responsabilidade

No mundo ocidental hoje em dia seria surpreendente que alguém puser em questão que os ateus podam ter uma conduta ética igual de correta que os religiosos praticantes sejam cristãos, judeus ou muçulmanos, e incluso se observamos o que passa no nosso entorno parece que a conduta moral dos não praticantes parece competir exitosamente com os que se proclamam religiosos praticantes.

O Arcebispado de Barcelona promove a homofobia?

O arcebispo de Barcelona, Juan José Omella, um arcebispo natural de Aragão, da linha de Francisco, nomeado bispo pelo papa João II, e elevado a arcebispo pelo papa Francisco I, em novembro de 2015, auspiciou uma conferência, promovida pela Delegação da juventude do Arcebispado, que lecionará o católico homossexual francês Philippe Ariño, autor do livro Homosexualidade contracorrente no que defende que os homossexuais devem reprimir as suas pulsões sexuais.