Artigos de Carlos Morais

A nossa luita deve ser para vencermos nesta vida

É mui habitual escuitar entre camaradas e entre companheir@s das mais diversas organizaçons da esquerda e do movimento popular, que nom vamos poder ser espetadores dos objetivos estratégicos que perseguimos. Que temos que luitar, que nos nos fica outra, mas que lamentavelmente os nossos olhos, os nossos ouvidos, nom vam desfrutar vir derruir o sistema capitalista, arriar as bandeiras da opressom, nem escuitar o alegre som das multidons excluídas embriagadas de entusiasmo e confiança no futuro.

UPG, meio século de luzes e sombras

Numha simples olhadela à exposiçom que comemora o 50 aniversário da fundaçom da UPG é verificável que a mensagem preponderante que a entidade organizadora do evento quer transmitir é o orgulho, a continuidade e a importáncia histórica de ser a primeira força política patriótica constituida após o holocausto galego posterior a 1936. Eis sem lugar a dúvidas a grande achega teórico-prática que a UPG tem feito à naçom galega como sujeito político: a sua constituiçom e constáncia na defesa intransigente da auto-organizaçom e do quadro galego de luita.

Em 2015 necessitamos mais C8H11N

Gordon Gekko -fictício especulador financieiro dum conhecido filme-, recomenda a umha amante que “nom se apaixone” pois, considera que ambos som iguais, “o suficientemente listos para nom caírem nesta armadilha tam antiga do amor, um invento para que as pessoas nom se lancem pola janela”.

Partidos antissistémicos funcionais para o sistema

Um dos fenómenos ligados à profunda crise de legitimidade sistémica é a eclosom de alternativas que, aparentando serem novedosas, rupturistas e mais democráticas, na realidade nom passam de fraudulentos revivals de modelos ensaiados noutros períodos históricos e coordenadas geográficas.

Nem monarquia nem república espanhola: República Galega

A abdicaçom de Juan Carlos como rei de Espanha é umha manobra perfeitamente calculada polo regime para tentar frear, e progressivamente recuperar, a legitimidade popular perdida.

Dúvidas e incógnitas sem resposta sobre a unidade soberanista

O processo aberto nos últimos meses de unidade de açom e diálogo, entre a esquerda independentista e o nacionalismo galego, gera multiplas perguntas e dúvidas na militáncia de ambos campos políticos. Nom podia ser de outro jeito, após tantos anos de desencontros e confrontos por mor de profundas divergências na açom teórica-prática.

Espanha pretende tirar partido da catástrofe de Angrois

O grave acidente de comboio que comocionou a nossa pátria na noite de 24 de julho está a ser obscenamente empregado polo governo do PP para desviar a atençom da multicrise que abala o regime, e a corrupçom generalizada que implica diretamente Mariano Rajói e as principais figuras desse partido nos excrementos do capitalismo.

Perante a nova transiçom e umha república espanhola: rutura democrática e República Galega

A imputaçom da infanta Cristina no caso Nóos e a filtraçom de umhas velhas fotografias do presidente da Junta da Galiza desfrutando dumha velada no iate de um destacado capo do narcotráfico arousao, som dous novos capítulos que podem contribuir a acelerar a crise do regime pós-franquista.
Carlos Morais Carlos Morais nasceu em Mugueimes, Moinhos, na Baixa Límia, a 12 de maio de 1966. Licenciado e com estudos de doutoramento em Arte, Geografia e História pola Universidade de Compostela, tem publicado diversos trabalhos e ensaios de história, entre os quais destacamos A luita dos pisos, Ediciós do Castro, 1996; Crónica de Fonseca, Laiovento, 1996, assim como dúzias de artigos no Abrente, A Peneira, A Nosa Terra, Voz Própria, Política Operária, Insurreiçom, Tintimám, e em publicaçons digitais como Diário Liberdade, Galicia Confidencial, Sermos Galiza, Praza Pública, Odiário.info, Resistir.info, La Haine, Rebelion, Kaosenlared, Boltxe ou a Rosa Blindada, da que fai parte do Conselho assesor. Também tem publicado ensaios políticos em diversos livros coletivos: Para umha Galiza independente, Abrente Editora 2000; De Cabul a Bagdad. A guerra infinita, Dinossauro, 2003; 10 anos de imprensa comunista galega, Abrente Editora 2005; A Galiza do século XXI. Ensaios para a Revoluçom Galega, Abrente Editora 2007; Galiza em tinta vermelha, Abrente Editora 2008; Disparos vermelhos, Abrente Editora 2012. Foi secretário-geral de Primeira Linha entre dezembro de 1998 e novembro de 2014. É membro do Comité Executivo da Presidência Coletiva do Movimento Continental Bolivariano (MCB). Fundador de NÓS-Unidade Popular em junho de 2001, formou parte da sua direçom até a dissoluçom em maio de 2015. Na atualidade, fai parte da Direçom Nacional de Agora Galiza e do Comité Central de Primeira Linha.