Artigos de Ramón Varela

Casado: "A ética marca-a lei"

A vezes um se pergunta por que os políticos não se autocontrolam um pouco mais e se cingem a falar de aquilo do que conhecem em vez de falar do divino e do humano sem pudor de nenhuma classe. É claro que um político pode pensar e manifestar o que queira, mas outra cousa distinta é pontificar sobre questões nas que são leigos na matéria, e muito menos uma pessoa que, supostamente, conseguiu que lhe convalidassem e aprovassem matérias a eito, prevalendo-se da sua relevância pública e da possibilidade de que alguns obtenham contrapartidas no fututo por esta conduta favoritista.

Discriminação de Carvalho Calero

O Dia das Letras Galegas foi instituído pola Real Academia Galega com a finalidade de homenagear àquelas pessoas que destacassem pola sua criação literária em idioma galego e pola defesa do nosso idioma. Na Lei de Normalizaç4ao Lingüística de 1983 também lhe foi reconhecido à RAG o caráter de entidade normativizadora do idioma galego, e, portanto, tem a legitimidade legal de propor a normativa ortográfica que deve reger o galego.

O respeito do estado de direito e a democracia

Estamos acostumados a ser bombardeados a travês dos mídia com expressões tais como «o respeito do estado de direito é imprescindível para que exista democracia», «não pode haver democrqacia sem submissão às normas que uma sociedade se dá a si mesma», etc.

Outra moção de censura fracassada?

A passada sexta feira, 25/05/2018, o PSOE apresentou uma moção de censura contra Mariano Rajoy a raiz da condena deste partido polo caso Gürtel, que contabiliza a quarta do período democrático. Esta moção pode sair adiante com o apoio de Podemos e os nacionalistas ou com o apoio de Podemos e C’s.

Extra ecclesiam plena salus

O papa Francisco é uma boa pessoa, mas o pobre pode fazer o que pode fazer porque entre os dogmas inalteráveis, perenes e imutáveis e os seus confidentes ultra-arcaicos vê-se totalmente impotente para mudar as cousas qualitativamente e limita-se a gestos sugestivos, com pouca virtualidade para cambiar as estruturas da Igreja, por mais que algumas vezes não deixe de surpreender-nos positivamente. Ao ritmo que vai dentro de cinquenta anos pode que já coincidamos, ainda que não possamos ter consciência dessa concordância.

Matizações a Pablo Iglesias

O dia 7/04/2018, Pablo Iglesias teve uma intervenção num programa de televisão, na que fez umas manifestações com as que, em linhas gerais, concordo. No seu discurso reflete um ar fresco e inovador muito necessário nestes momentos. Há, com todos dous temas sobre os que discrepo polo menos parcialmente. O feito foi que o Domingo de Páscoa, á saída da missa da catedral de Palma de Malhorca, a rainha Letízia obstaculizou publicamente que a rainha Sofia, avó de Leonor, herdeira ao trono de Espanha, e da infanta Sofia, se fotografasse com as suas netas, ao tempo que lhe limpa a frente à sua filha a Leonor após depois de que a sua avó lhe desse um beijo. Ante este facto, Iglesias manifestou que isso pertencia à sua vida privada e que ele não tem direito a opinar dela senão só da vida pública dos monarcas.

Parabéns a Puigdemont

A solução do problema catalão não é um assunto que lhes concerne somente ao povo catalão, senão também aos demais povos integrados no Estado espanhol, fundamentalmente os bascos e galegos. Parece evidente que, com a judicialização da política, não se pretende castigar só uns determinados factos concretos dos políticos catalães, senão impor um castigo exemplar a estes para que sirva também de advertência do que lhes espera a bascos e galegos se adotam ações semelhantes.

Estado de direito e direitos humanos

Aos políticos espanhóis vai-lhes muito bem simplificar as cousas, criando estereótipos ideológicos por um processo de desprestígio social dos sectores implicados com o objetivo de combater as políticas contrárias aos seus preconceitos. Criam assim uma caricatura da realidade com a que, como quixotes,se assanham verbal e penalmente com objeto de obter uma rendabilidade eleitoral para si próprios. Criam esquemas simplificadores e deformadores da realidade que funcionam bem entre determinados sectores pouco críticos e de baixa formação intelectual. Foi o que passou com as organizações políticas bascas da esquerda abertzale que foram qualificadas simplesmente como E.T.A. apesar de que não propugnassem a luta armada e que muitos dos seus integrantes a rejeitassem expressamente.