Artigos de Ramón Varela

Hiper-criticismo e hipo-tolerância á crítica no cristianismo

Pretendemos demonstrar nesta entrega que as diversas confissões religiosas, especialmente as do livro - judaísmo, cristianismo, islamismo-, são hipercríticas e beligerantes com as demais fações da mesma confissão, com as demais religiões e com os valores da sociedade contemporânea que não coincidem com os seus, e hipo-tolerantes à crítica exercida polos demais, utilizando assim uma dobre vara de medir.

Ódio do cristianismo contra a ciência

Escutei faz pouco a um teólogo católico que afirmava que Deus joga aos dados. Surpreendeu-me ouvir esta afirmação, não por ela mesma senão por provir de alguém que, como clérigo em exercício, deve aceitar todos os dogmas da Igreja, ou polo menos justificar o seu sentido e/ou a sua interpretação.

Eu clamo polo 155 bis

O dia 21/10/2017 o tripartido formado polo PP, PSOE e C’s vai ativar o artigo 155 da CE que lhe permite ao Governo de Espanha obrigar a uma comunidade autônoma a cumprir as obrigações que a constituição ou outras leis lhe impõem ou a não atuar de forma que atente gravemente contra o interesse geral. Portanto, o Governo de Espanha atua como uma espécie de galo num galinheiro que se impõe a uma série de galinhas legalmente amansadas e dispostas a cumprir ordens do macho alfa e Omega. Concebe-se que este governo atua de acordo com o interesse geral e se lhe concedem atribuições para submeter as comunidades díscolas, neste caso Catalunha, que são as que se supõem que podem atuar em contra do interesse geral. O Governo atua como o representante autêntico e encarnação concreta do Estado, concebido este como uma superestrutura formal por cima e em contra dos indivíduos e dos povos que o conformam.

O cristianismo contra a ciência

O livro O cristianismo contra a ciência obedece a que se considera que Deus é uma cousa séria e muito relevante para o ser humano e o seu destino e, por outra parte, a religião custa-lhe muito dinheiro aos cidadãos e cumpre examinar se este justificado este gasto. Este tema é tratado polas religiões e pela filosofia, com resultados muito dispares. Consta de cinco capítulos e a temática e as principais conclusões a que chega são as seguintes...

Esmorecimento da nossa toponímia

Uma cultura, para ter futuro, tem que ser um produto vivo e no quea gente viva, um produto que se enriqueça no decurso do tempo com novas contribuições dos membros da comunidade cultural, ao tempo que se desprenda das excrescências, aderências e elementos que deixaram de ser operativos, mas as novas contribuições devem inserir-se no âmbito da mesma cultura e não ser elementos que a distorçam e produçam a alienação cultural e isto refere-se também ao modo de denominar a própria realidade geográfica e social.

Proteger os catalães dos catalães

Quando não se quer fazer-lhe frente aos problemas se lhe dão uma série de voltas e reviravoltas para ver como se apresentam ante os cidadãos medidas que, no fundo se reduzem a repressão pura e dura.

De estatuto catalão a estatuto do PP

O 30/09/2005, o Parlament aprova o novo Estatut com os votos favoráveis de ERC, PSC, CiU e ICV-EUiA e com o não do PP. Em outubro de 2005, o PP de Mariano Rajoy inicia uma cruzada por toda Espanha, na que gastou meio milhão de euros, solicitando assinaturas em contra da reforma do Estatuto de Catalunya, por considerar que é «gravemente prejudicial» para os catalães e para o conjunto dos espanhóis. Ou seja, que uma reforma do Estatut aprovada no Parlament por todos os partidos catalães, salvo o PP, é acunhado de gravemente prejudicial para os catalães por um partido muito minoritário nesta Comunidade, e, ademais, gasta nesta campanha uma quantidade mui notória para combatê-lo, e isto fá-lo um partido que se financiou irregularmente durante décadas, segundo se está a saber agora, o qual pareceria implicar que esse dinheiro para ir em contra dos catalães saiu, em última instância, do peto de todos os espanhóis, como lhe disse no seu momento José Blanco, e por tanto também dos próprios catalães.

Plurinacionalidade do Estado espanhol

Na moção de censura defendida por Unidos Podemos um dos eixos fundamentais foi a plurinacionalidade do Estado espanhol, defendida valentemente por Iglesias. Dizemos valentemente porque sabe que isso o enfrenta ao trio espanholista C’s, PP e PSOE, por esta ordem, que baseiam a sua política na defesa da sagrada unidade da nação espanhola, única e indivisível que aproveitam para esporear em torno a esta ideia aos seus votantes afogueados já em torno a ela durante os quarenta anos do período franquista.