Artigos de Ramón Varela

Sánchez ressuscitou a Javier de Burgos

Corria o ano 1833 quando, a imitação da divisão departamental francesa, por decreto de 30/11/1833 o ministro no governo de Cea Bermudez, o afrancesado granadino Javier de Burgos cria a divisão territorial de Espanha em 49 províncias. O reino da Galiza desapareceria como tal para converter-se nas províncias de A Corunha, Lugo, Ourense e Pontevedra. Os Reinos perdem qualquer poder real e o poder real passa a subdelegados provinciais do ministério de Fomento a quem lhe exporão as necessidades da província para que desde Madrid decidam e executem o que cumpre fazer. A reação contra esta divisão territorial não se fez esperar e em 1846 surge na Galiza o provincialismo, para defender a entidade da Galiza como entidade de seu.

Bem-aventurados os pobres

O evangelho de Lucas 6, 20: recolhe como primeira bem-aventuranças de Jesus: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus”, mas a versão de Mateus 5, 3, é ligeiramente distinta: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”.

Os derrotados da crise

Quem ia pensar que a humanidade inteira ia estar num brete por um minúsculo organismo de entre 50 e 70 milimícrones, sendo um milimícron a milésima parte dum mícron, e este a milésima parte dum milímetro, o qual indica que o milimícron é a milionésima parte dum milímetro...

Sustentação da monarquia

Se o número de reis e rainhas fosse um indicativo de eficiência e bom funcionamento dum sistema político, Espanha seria o melhor país do mundo, mas como o regime do 78 funciona francamente mal, já sabemos que nem o número nem a qualidade dos seus chefes de Estado têm nenhum mérito a este respeito. De igual modo poderíamos afirmar que se o número de aforamentos fosse um indicativo do bom funcionamento da justiça, Espanha teria o melhor sistema político do mundo, mas como a justiça, nos seus níveis superiores, funciona muito mal, logo também algo pode ter que ver os sistema de aforamentos e a eleição dos juízes.

A eutanásia segundo a CEE

Li um artigo do meu amigo Torres Queiruga, titulado «A eutanasia, cuestión humana» e realmente fiquei surpreendido porque considerava que o seu pensamento se desmarcava do posicionamento da igreja oficial e que oferecia algo novo ao pensamento teológico galego atual, especialmente em temas muito próprios dos nossos tempos, como é o da eutanásia,mas fiquei decepcionado ao ver que coincide com o documento da Conferência Episcopal Espanhola «Semeadores de Esperança», ao que remite os leitores. O que vou dizer, portanto, refere-se tanto a um como à outra.

Humilhação da justiça espanhola!

O Conselho Geral do Poder Judicial pediu mesura a Pablo Iglesias por ter afirmado que os tribunais europeus humilharam aos tribunais espanhóis nas sentenças relacionadas com o procés, e pedem que não sejam utilizados politicamente.

Os filhos não pertencem aos país!

O 17/01/2020 a ministra Celáa declarou, repetindo outras declarações no mesmo sentido do papa Francisco, que «não podemos pensar de nenhuma das maneiras que os filhos pertencem aos pais», declarações que levantaram uma grande poeirada mediática, o qual indica que quiçá a sua formulação não fosse totalmente acertada. Parece evidente que os filhos não pertencem aos pais no sentido de serem estes proprietários deles.

Sentença do TJUE de 19-12-2019

Que faço eu, que não tenho a carreira de direito, metendo-me a opinar nestes assuntos? Pois singelamente, eu são um afeiçoado nestas lides jurídicas, mas como professor de ética, que tinha como cometido explicar os direitos humanos, não me arredo de manifestar também o meu ponto de vista, como também sempre permiti que qualquer pessoa, incluso leigo nas matérias que eu lecionava, expressasse o seu.